
LUZ
Nasceu sem pés, pernas, tronco, mãos, braços, boca, nariz e ouvidos.
Era apenas um olho.
Assim, não ouvia ou falava nada. Só observava.
E, o olho cresceu, cresceu...
Viu gente nascer, crescer, morrer, odiar, amar, perder e ganhar milhares de vezes.
Vivia a plenitude de seu silêncio olho. E, ao invés de ir envelhecendo e se projetando para a morte, ao contrário, ia adquirindo mais vida, mais vitalidade.
E, cada vez mais, o olho se abria e crescia de tanta observação.
E, de tanto observar tornou-se um generoso sábio imortal.
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